74% reconhecem que mulheres lideram tão bem quanto homens, aponta pesquisa global

Levantamento da YouGov com mais de 30 mil pessoas revela que maioria vê mulheres tão capazes quanto homens no comando, mas apoio a “mulheres no poder” ainda divide opiniões

Foto: jacoblund/iStock

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Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, um levantamento da YouGov traz dados expressivos sobre a percepção pública em relação à liderança feminina. A pesquisa ouviu mais de 30 mil pessoas em diversos países e testou a concordância com duas afirmações: “Mulheres podem liderar tão bem quanto os homens” e “O mundo seria melhor se as mulheres estivessem no comando”.

Os resultados mostram um cenário de avanço, mas também de nuances. Enquanto 74,35% dos entrevistados concordam que mulheres são tão capazes quanto homens para liderar, sendo 54,55% de concordância plena, a ideia de que o mundo seria melhor com mulheres no comando encontra respaldo de 39,13% dos participantes.

O que os números revelam

Na primeira afirmação, sobre equivalência de capacidade, o reconhecimento ultrapassa recortes de gênero: entre os que concordam, 44,23% são homens. Apenas 7,11% discordam da afirmação, e 18,54% se mantiveram neutros.

Já na segunda pergunta, que projeta um cenário hipotético de comando feminino global, 43,93% declararam não concordar nem discordar (o maior percentual da amostra). Os que discordam somam 16,95%, enquanto 39,13% concordam (18,01% plenamente e 21,12% quase totalmente). Entre os que concordam, 35,79% são homens.

Os dados sugerem que, embora a sociedade reconheça amplamente a capacidade técnica das mulheres para ocupar posições de liderança, ainda há reservas quando se trata de projetar um cenário de comando exclusivamente feminino ou mesmo de avaliar os impactos dessa mudança em escala global.

O contexto do 8 de março

A pesquisa chega em um momento simbólico. O Dia Internacional da Mulher de 2026 ocorre em meio a debates globais sobre representatividade, equidade salarial e participação feminina em espaços de poder. Os números da YouGov mostram que a percepção de capacidade não é mais o principal obstáculo em diversos países e que o desafio agora é transformar reconhecimento em oportunidades concretas.

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