Sabor que vem do mar: INPI reconhece ostras de Cabaraquara com selo de qualidade territorial

O reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) consolida a região como referência na produção de moluscos

Foto: Wikimedia Commons

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As ostras cultivadas em Cabaraquara, no litoral do Paraná, acabam de entrar para o seleto grupo de produtos brasileiros com Indicação Geográfica (IG). O reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) consolida a região como referência na produção de moluscos e representa apenas o seguro fruto do mar do país a receber a certificação. Até então, apenas o camarão de Costa Negra (CE) havia conquistado o selo.

Um santuário ecológico no Paraná

Localizada na Baía de Guaratuba, Cabaraquara é uma região de manguezais preservados, canais e ilhas internas que criam condições ideais para o cultivo de ostras. As características únicas do local conferem ao produto um sabor leve e adocicado, diferente de ostras cultivadas em outras regiões.

A área delimitada pelo INPI exclui zonas urbanas e de navegação intensa, preservando as “fazendas marinhas” onde 10 famílias de produtores mantêm uma produção artesanal e sustentável que começou na década de 1990.

Impacto econômico e turístico

A IG chega para coroar um modelo de negócio que já movimenta a economia local:

  • Produção anual: 80 mil dúzias de ostras;
  • Rotas turísticas: “Caminho das Ostras” atrai visitantes;
  • Restaurantes especializados na Estrada do Cabaraquara;
  • Gerações familiares envolvidas na produção.

O que significa a Indicação Geográfica

O selo concede proteção legal ao nome “Cabaraquara” e garante aos consumidores a procedência e qualidade do produto. Das 156 IGs reconhecidas pelo INPI, a maioria pertence a cafés e queijos, o que torna a conquista das ostras paranaenses ainda mais significativa para a diversificação do patrimônio gastronômico nacional.

Potencial inexplorado dos frutos do mar

O caso evidencia oportunidades para outros produtos marinhos brasileiros e mostra que precisamos olhar com mais atenção para a produção pesqueira nacional. A receita parece clara: tradição com qualidade e identidade territorial podem garantir reconhecimento e valor agregado.

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