Foto: Neeclick
A Casa da Moeda dos Estados Unidos cunhou nesta quarta-feira (12) as últimas moedas de um centavo, conhecidas como “penny”, encerrando uma circulação de 232 anos. A despedida histórica aconteceu na Filadélfia, mesma cidade onde as primeiras unidades foram produzidas em 1793, com a presença de autoridades do Tesouro americano.
O custo da tradição
A decisão foi motivada por uma equação econômica insustentável:
- Custo de produção: 3 centavos por unidade;
- Valor de face: 1 centavo;
- Perda por moeda: 2 centavos.
Com a inflação acumulada ao longo das décadas, o penny já não comprava sequer os tradicionais “penny candies” (balas de um centavo) que popularizaram a moeda no século passado.
Transição e arredondamento
Apesar do fim da produção, cerca de 250 bilhões de unidades permanecem em circulação. O comércio deverá adotar gradualmente o arredondamento para 5 centavos nas transações em dinheiro. Cartões de crédito e pagamentos digitais manterão os valores exatos, sem afetar o consumidor.
Contexto histórico
Criada por Alexander Hamilton, primeiro secretário do Tesouro americano, como parte do Ato de Cunhagem de 1792, a moeda de um centavo testemunhou momentos decisivos da história dos Estados Unidos. Ela sobreviveu à Guerra Civil Americana, à Grande Depressão de 1929 e a múltiplas mudanças em sua composição metálica, originalmente cunhada em cobre puro, posteriormente adaptada para ligas mais acessíveis.
Curiosamente, o penny ultrapassou em 168 anos a vida útil de sua antecessora, a moeda de meio centavo, descontinuada em 1857. Mesmo com a erosão gradual de seu poder de compra, a moeda manteve-se em circulação por mais de dois séculos, tornando-se um ícone cultural norte-americano antes de sucumbir à realidade econômica do século XXI.
O futuro do troco americano
A atenção agora se volta para o nickel (moeda de 5 centavos), que já custa 10 centavos para ser produzida. Especialistas projetam que esta poderá ser a próxima moeda a ser descontinuada, em um movimento global de simplificação monetária.







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