Foto: Ivokory | Wikimedia Commons
O RioPrevidência, fundo que paga aposentadorias de servidores estaduais do Rio, manteve cerca de R$ 1 bilhão aplicado no Banco Master mesmo após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) alertar sobre riscos na instituição financeira. A exposição total do fundo ao Master chegava a R$ 2,6 bilhões (25% do patrimônio), segundo o tribunal.
Alertas ignorados
Em maio, o TCE-RJ já havia identificado “graves irregularidades” nas aplicações e advertiu que novos aportes resultariam em “assunção pessoal de risco” pelos gestores. Apesar disso, entre maio e julho, aproximadamente R$ 1 bilhão adicional foi direcionado ao banco. Na semana passada, o tribunal determinou a suspensão imediata de novos investimentos no Master.
Concentração de risco
O RioPrevidência é o terceiro maior fundo de pensão do país e tinha cerca de R$ 960 milhões em letras financeiras do Master, títulos sem cobertura do FGC. A relatora do caso, conselheira Mariana Montebello Willeman, apontou “gestão possivelmente irresponsável” e “agravamento de irregularidades”.
Defesa do fundo
Em nota, o RioPrevidência afirmou que não faz novos aportes no Master desde abril de 2024, contestou o valor de R$ 2,6 bilhões citado pelo TCE e garantiu que os R$ 960 milhões investidos estão “regulares e adimplentes”. O fundo destacou ainda que os recursos mencionados pelo tribunal estão em fundos sem relação com o conglomerado Master.







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