PF apreende R$ 1,6 mi em dinheiro vivo, carros de luxo e obras de arte na Operação Compliance Zero

Na casa de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, a PF encontrou grande volume de maços de notas

Foto: Polícia Federal | Divulgação

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Nesta terça-feira (18), além de deter Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal bloqueou R$ 12,2 bilhões em contas e apreendeu R$ 1,6 milhão em cédulas, carros de luxo, joias e obras de arte durante a operação que investiga fraude com títulos falsos no sistema financeiro.

Rota de fuga e patrimônio

Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar em um jato particular para Malta. Na casa de seu ex-sócio, Augusto Lima, a PF encontrou maços de notas que totalizavam R$ 1,6 milhão. Lima tem conexões com a política: é casado com Flávia Arruda, ex-deputada federal pelo DF e ex-ministra-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, durante o governo de Jair Bolsonaro. O banqueiro já havia deixado o Master e assumido o controle do banco Pleno (ex-Voiter).

Consequências imediatas

Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master e da Master Corretora, enquanto o grupo Fictor, que anunciara a compra do banco, suspendeu a operação. Sete pessoas foram presas, e o presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça.

O que vem pela frente

A PF segue aprofundando as investigações sobre gestão fraudulenta, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro. O rastro de prejuízos inclui o RioPrevidência, que mantinha aproximadamente R$ 1 bilhão aplicado no Master mesmo após alertas formais do Tribunal de Contas do Estado.

Especialistas acreditam que novas delações e a quebra de sigilos devem revelar a extensão total do esquema, que envolve instituições financeiras, agentes públicos e investidores estrangeiros.

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