Brasil dribla tarifaço dos EUA e mantém crescimento nas exportações

Vendas para o mercado norte-americano caíram mas outros parceiros comerciais compensaram as perdas

Foto: phaisarn2517 | istock

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As exportações brasileiras mostraram resiliência frente ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com crescimento de 9,1% em valor em outubro de 2025, frente ao mesmo período de 2024. Embora as vendas para o mercado norte-americano tenham caído 24,9% entre agosto e outubro, o aumento para outros parceiros comerciais compensou as perdas, elevando as exportações totais em 6,4% no período.

Reconfiguração comercial

  • Queda nas vendas para EUA: afetou diversos produtos brasileiros;
  • Crescimento em outros mercados: compensou perdas com estadunidenses;
  • Diversificação: estratégia mostrou eficácia no curto prazo;
  • Alerta futuro: novos acordos dos EUA podem reduzir vantagens brasileiras.

O que explica a queda acumulada?

O relatório é bastante elucidativo e diz muito sobre a situação da balança comercial brasileira, além dos motivos que ocasionaram a retração no acumulado. “A queda no saldo da balança comercial no acumulado do ano até outubro está relacionada à redução do superávit com a China de US$ 30,4 bilhões, em 2024, para US$ 24,9 bilhões, em 2025, diferença de US$ 5,5 bilhões. Aumento de US$ 5,4 bilhões do déficit com os Estados Unidos, passando de um déficit de US$ 1,4 bilhão para US$ 6,8 bilhões. Na Argentina, o déficit de US$ 4,7 bilhões passou para um superávit de US$ 5,1 bilhões, um ganho de US$ 9,8 bilhões que não compensa as perdas em dólares do saldo com os Estados Unidos e a China, no valor de US$ 10,9 bilhões”, diz o Icomex.

Cenário de adaptação e desafios à frente

Os números mostram que o Brasil conseguiu reorientar seus fluxos comerciais de forma eficiente no curto prazo, compensando a queda nas vendas para os EUA com crescimento em outros mercados. No entanto, o aumento do déficit comercial com os norte-americanos e a redução do superávit com a China indicam desafios estruturais. A virada positiva com a Argentina, que transformou um déficit de US$ 4,7 bilhões em superávit de US$ 5,1 bilhões, demonstra a importância da diversificação, mas não foi suficiente para compensar totalmente as perdas com os dois maiores parceiros. O cenário exige estratégias de longo prazo para manter a competitividade em um ambiente em transformação.

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