Foto: bernardbodo/iStock
Pela primeira vez em mais de duas décadas, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional ultrapassou a remuneração como fator mais valorizado pelos trabalhadores. A conclusão é do relatório Workmonitor 2025, da Randstad, que sinaliza uma mudança estrutural nas prioridades do mercado de trabalho global.
Mudança histórica nos critérios profissionais
O estudo, que acompanha as tendências de trabalho há 22 anos, registrou uma virada significativa na hierarquia de valores dos profissionais. Os dados mostram que 83% dos entrevistados listam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como consideração principal, mesmo percentual atribuído à segurança no emprego. O salário alto ficou em terceiro lugar, sendo prioritário para 82% dos profissionais.
De acordo com a pesquisa, “a busca dos trabalhadores por ambientes que se adaptem a eles, e não o contrário, continua sendo um grande motivador”.
Dados que comprovam a transformação
Os números do estudo revelam padrões consistentes nessa nova realidade:
- 83% dos profissionais priorizam o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho;
- 83% valorizam a segurança no emprego;
- 82% consideram o salário alto como prioridade;
- 74% da Geração Z valoriza mais o equilíbrio do que a remuneração;
- 40% dos jovens aceitariam redução salarial por trabalho remoto ou híbrido.
Geração Z na vanguarda da transformação
A mudança de mentalidade é mais pronunciada entre os jovens da Geração Z. Para esse grupo, a qualidade de vida e a flexibilidade são claramente mais importantes do que a remuneração. Entre os Gen Z, 74% priorizam o equilíbrio, enquanto apenas 68% colocam o salário em primeiro lugar. A saúde mental é valorizada por 70% desses jovens, superando a atratividade salarial.
Essa postura integra um movimento mais amplo identificado como “minimalismo de carreira”, no qual profissionais deliberadamente limitam sua ambição corporativa para preservar energia para projetos e interesses pessoais.
Busca por equilíbrio atravessa gerações
Embora liderada pelos mais jovens, a valorização do equilíbrio não se restringe a uma única faixa etária. Entre os Baby Boomers, nascidos até 1964, o tema também ganha relevância: 85% consideram o equilíbrio vida-trabalho uma prioridade, enquanto 87% mantêm o salário como fator relevante. Os números indicam que, mesmo entre gerações tradicionalmente mais ligadas à estabilidade financeira, o bem-estar pessoal tornou-se uma variável crucial na equação profissional.







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