Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em pronunciamento em rede nacional neste domingo (30), que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais vai injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026.
Lula declarou que a medida, que começa a valer em janeiro, beneficiará mais de 15 milhões de pessoas, sendo 10 milhões totalmente isentas e cerca de 5 milhões com descontos por ganharem até R$ 7.350. “Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, disse o presidente.
Impacto no bolso do trabalhador
De acordo com o presidente, uma pessoa com salário de R$ 4,8 mil poderá economizar cerca de R$ 4 mil em um ano com a isenção. “É quase um décimo quarto de salário”, afirmou, sugerindo que o dinheiro poderá ser usado para “viajar com a família, comer o que mais gosta, comprar presente de Natal para os filhos, quitar uma dívida, adiantar uma prestação, comprar uma televisão com tela maior para ver a Copa do Mundo ano que vem”.
Como funciona a isenção
- Até R$ 5.000: isenção total do Imposto de Renda
- Entre R$ 5.000 e R$ 7.350: desconto progressivo no imposto
- Acima de R$ 7.350: não há alterações na tabela atual
- Validade: a partir de janeiro de 2026
Taxação dos super-ricos como compensação
Para compensar a perda de arrecadação, a lei prevê tributação mínima para rendas acima de R$ 600 mil anuais (aproximadamente 140 mil contribuintes). Lula garantiu que “a compensação não virá de corte na educação ou na saúde, mas da taxação dos super-ricos” e classificou a medida como forma de combater a “injustiça tributária, que, para ele, é a principal causa da desigualdade no Brasil”.
Discurso sobre desigualdade
O presidente criticou o que chamou de “privilégio vergonhoso” da elite brasileira, afirmando que “entre os muitos privilégios, talvez o mais vergonhoso seja o de pagar menos Imposto de Renda do que a classe média e os trabalhadores”. Lula afirmou que a mudança no Imposto de Renda é “apenas o primeiro passo” para transformar a realidade da desigualdade no país.







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