Bitcoin cai mais de 7% e volta ao menor patamar desde abril com aversão global ao risco

Temores pressionam a maior criptomoeda, que chega a negociar abaixo de US$ 85 mil

Imagem: Katerina Sisperova/iStock

Imagem: Katerina Sisperova/iStock

O bitcoin registrou forte queda nesta segunda-feira (1), chegando a recuar quase 8% e sendo negociado abaixo de US$ 85 mil, seu menor nível desde abril de 2025. O movimento de aversão ao risco nos mercados globais foi agravado por declarações do CEO da Strategy, maior detentora corporativa da criptomoeda, e por um alerta do Banco Central da China.

CEO da Strategy alimenta temores

Phong Le, presidente-executivo da Strategy, afirmou em entrevista na sexta-feira (28) que a empresa consideraria vender parte de suas reservas de bitcoin caso a métrica “mNAV” (valor da empresa em relação às suas participações em criptomoedas) caísse abaixo de 1. Atualmente, esse indicador está em torno de 1,19. A Strategy possui cerca de 650 mil bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 55 bilhões à cotação atual.

Alertas regulatórios e incertezas macro

  • BC da China: Divulgou alerta no sábado sobre atividades ilegais com moedas digitais, pressionando ações do setor na Ásia.
  • Tether: A maior stablecoin do mundo (USDT) teve seu rating rebaixado pela S&P Global na semana passada, citando aumento de ativos de risco em suas reservas.
  • Cenário global: Incertezas sobre o momento do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) dos EUA e desconforto com avaliações de empresas de IA reduzem o apetite por ativos de risco.

Contexto de perdas acumuladas

A queda desta segunda amplia um novembro já negativo para o mercado cripto:

  • Bitcoin: Perdeu mais de US$ 18 mil em novembro, maior queda mensal em valor desde maio de 2021.
  • Ether (ETH): Recuou cerca de 22% em novembro e caiu mais de 10% nesta segunda, negociado próximo a US$ 2.730.
  • Mercado total: Perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor desde seu pico recorde.

Perspectivas para dezembro

Analistas destacam que o bitcoin mantém forte correlação com o mercado de ações neste momento. Os contratos futuros da CME mostram crescente pessimismo, com o menor lucro em pelo menos um ano para vencimentos de três meses, refletindo menor disposição dos investidores em apostar em alta sustentada.

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