Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Polícia Federal realize, nesta quarta-feira (3), uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, unidade judicial que foi o epicentro da Operação Lava Jato. A ação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, tem como objetivo assegurar que o STF finalmente tenha acesso a um conjunto de documentos e registros sobre investigações anteriores à Lava Jato que, segundo o tribunal, deveriam ter sido remetidos há meses.
A decisão de Toffoli se baseia em indícios de descumprimento reiterado de ordens judiciais por parte da Justiça Federal do Paraná, o que estaria impedindo o avanço de apurações abertas no Supremo sobre possíveis irregularidades na condução de casos pré-Lava Jato. A operação atende a reiterados pedidos do STF para que os documentos fossem enviados.
Significado da operação
A operação atinge a vara judicial símbolo da Lava Jato. O fato de a diligência ter sido ordenada diretamente pelo STF indica que o caso envolve uma autoridade com prerrogativa de foro na Corte Suprema, geralmente ocupantes de cargos como senador, deputado federal, ministro de Estado ou governador.
A PF ainda não divulgou detalhes sobre o material apreendido ou os alvos específicos da operação. O STF também não se manifestou oficialmente sobre os desdobramentos imediatos da ação.
Contexto das investigações
A 13ª Vara de Curitiba, sob comando do ex-juiz Sergio Moro durante os anos mais intensos da Lava Jato, tem sido alvo de crescentes questionamentos sobre a legalidade de seus procedimentos. A operação desta quarta-feira representa uma escalada na pressão do STF para obter documentos que podem ser cruciais para investigar possíveis irregularidades estruturais na condução das investigações que antecederam e permearam a maior operação anticorrupção do país.







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