Petroleiros decretam greve nacional para a próxima segunda

Sindicatos devem notificar oficialmente a empresa sobre a paralisação ainda nesta sexta-feira (12)

Foto: FabioIm/iStock

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Os trabalhadores do Sistema Petrobras aprovaram em assembleia a deflagração de uma greve nacional a partir da zero hora da próxima segunda-feira (15 de dezembro). A decisão foi tomada após a rejeição da segunda contraproposta da estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), considerada “insuficiente” pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A nova proposta, entregue na terça-feira (9), não atendeu aos três pilares centrais da categoria:

  1. Solução para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que impactam a renda de aposentados e pensionistas, uma pendência de quase três anos.
  2. Melhorias no plano de cargos e salários, com recomposição sem mecanismos de ajuste fiscal.
  3. Defesa da “Pauta pelo Brasil Soberano”, que prega a manutenção da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal.

Os sindicatos devem notificar oficialmente a empresa sobre a paralisação ainda nesta sexta-feira (12). Enquanto isso, aposentados e pensionistas iniciam uma vigília em frente à sede da Petrobras no Rio de Janeiro nesta quinta (11), pressionando por uma resposta sobre os PEDs.

Impacto operacional e posicionamento da empresa

A Petrobras afirmou, em nota, que mantém o diálogo e espera concluir o acordo na mesa de negociações. A empresa também declarou que “respeita o direito de manifestação” e que, “em caso de necessidade, adotará medidas de contingência para a continuidade de suas atividades”.

Historicamente, greves de curta duração na Petrobras têm impacto operacional limitado, já que as operações críticas são mantidas por equipes de contingência. O risco real para a produção de petróleo e combustíveis surge se o movimento se prolongar.O impasse coloca em xeque o equilíbrio entre as demandas históricas da categoria (especialmente a sensível questão dos fundos de pensão) e a gestão de custos e a política de dividendos da maior empresa do país.

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