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Enquanto empresas de tecnologia preparam uma revolução nos negócios com agentes de IA capazes de executar fluxos de trabalho completos, a sociedade demonstra uma busca mais profunda por saúde física e mental, impulsionada por dados e longevidade. Em paralelo, o Brasil se projeta em um palco internacional de alto nível.
A ascensão dos agentes de IA autônomos
A Inteligência Artificial deixa de ser uma ferramenta de apoio para se tornar um “colega de trabalho virtual”. As plataformas agênticas (sistemas de IA autônomos que podem agir de forma independente) permitirão criar agentes autônomos que executam processos complexos de ponta a ponta, como automatizar o fluxo completo de um sinistro de seguro. Esses sistemas multiagentes operarão de forma colaborativa, tomando decisões e agindo em diversos sistemas empresariais sem intervenção humana constante, marcando um salto na eficiência corporativa.
A era do bem-estar integral e personalizado
O conceito de wellness evolui para um estilo de vida completo, movimentando um mercado global de trilhões de dólares. A tendência é a personalização profunda, sustentada por três pilares:
- Tecnologia vestível e biohacking: Monitoramento contínuo da saúde via wearables para decisões baseadas em dados.
- Envelhecimento ativo: Programas de exercícios focados em autonomia e qualidade de vida para pessoas com mais de 65 anos.
- Saúde mental: Abordada como um componente fundamental do fitness, com novas soluções digitais e de comunidade.
As tecnologias redefinidoras dos negócios
Para além da IA, quatro tecnologias se tornarão críticas para a competitividade em 2026:
- Plataformas de nuvem por setor (ICPs): Soluções pré-configuradas para setores específicos (saúde, finanças) devem estar em 70% das empresas, acelerando a inovação com segurança regulatória integrada.
- Tecnologia sustentável (Green IT): A eficiência energética em data centers e no desenvolvimento de software deixa de ser opcional, tornando-se uma prioridade financeira e regulatória urgente.
- Zero Trust Edge (ZTE): Segurança integrada diretamente em cada dispositivo (IoT, smartphones), verificando identidade no ponto de acesso para proteger ambientes de trabalho remoto.
- Gêmeos digitais: Réplicas digitais dinâmicas de processos ou fábricas se tornarão centrais para simular e otimizar operações sem riscos no mundo físico.
Sustentabilidade, ética e o futuro do trabalho
A sustentabilidade digital e a governança ética da IA se tornam pilares estratégicos. Enquanto a pressão por operações tecnológicas energeticamente eficientes cresce, a necessidade de transparência e decisões auditáveis em sistemas autônomos será fundamental para construir confiança.
No trabalho, a integração de assistentes de IA em aplicativos corporativos ampliará as capacidades humanas. A hiperautomação libertará profissionais para tarefas mais estratégicas e criativas, redefinindo funções e exigindo novas habilidades.
Em resumo, 2026 será um ano de convergência: entre máquinas autônomas e criatividade humana, entre cuidado pessoal integral e inovação tecnológica, e entre a energia cultural brasileira e os padrões de excelência global.







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