Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começa nesta segunda-feira (19) a ressarcir cerca de 150 mil investidores que tinham aplicações em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master. Os pagamentos, que totalizam R$ 40,6 bilhões, serão feitos à vista, em parcela única, diretamente aos credores, dentro do limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Processo de solicitação via app e site teve alta demanda
O prazo para solicitação do ressarcimento foi aberto no sábado (17) e, em menos de 48 horas, o FGC já havia registrado cerca de 370 mil pedidos. O processo é digital: as pessoas físicas devem fazer a solicitação exclusivamente pelo aplicativo do FGC, enquanto pessoas jurídicas devem realizar o pedido pelo site oficial do fundo.
O aplicativo, que teve instabilidades pontuais no sábado devido ao volume de acessos, opera normalmente e processa cerca de 9 mil pedidos por hora. O FGC possui liquidez de R$ 125 bilhões para honrar os pagamentos, que são processados em até dois dias úteis após a solicitação.
Números finais são menores que a estimativa inicial
Os dados consolidados do episódio mostram um cenário diferente das primeiras projeções:
- Número de credores: Ajustado de 1,6 milhão para aproximadamente 800 mil.
- Valor total da garantia: Revisado de R$ 41,3 bilhões para R$ 40,6 bilhões.
A cobertura do FGC é acionada em casos de intervenção ou liquidação de instituição financeira, como ocorreu com o Banco Master em 18 de dezembro de 2025. Ela abrange aplicações como CDBs, LCIs e LCAs, limitando-se ao teto de R$ 250 mil por titular, incluindo o valor investido e os rendimentos até a data da liquidação.
FGC emite alerta contra golpes e reforça canais oficiais
Em meio ao processo, o fundo fez um alerta urgente sobre tentativas de golpe. Criminosos podem se passar pela instituição para aplicar fraudes.
- Canais oficiais: O FGC reforça que o contato e o processo são feitos apenas por seu app, site, telefone e redes sociais oficiais.
- Sem intermediários: A entidade não cobra taxas, não antecipa valores, não usa intermediários e não faz contato por WhatsApp ou SMS.
O presidente do FGC, Daniel Lima, alertou os investidores para ficarem atentos. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, disse.







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