Foto: Caio Acuesta/iStock
O Ibovespa fez história novamente nesta quarta-feira (21) ao disparar 3,3% e fechar em um nível inédito de 171.816,67 pontos. Em uma única sessão, o principal índice da Bolsa brasileira rompeu sucessivas barreiras, ultrapassando pela primeira vez as marcas de 167 mil, 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos. O movimento foi acompanhado por uma queda acentuada do dólar, que se desvalorizou 1%, negociando próximo a R$ 5,31.
Movimento de ‘venda nos EUA’ canaliza fluxo recorde para o Brasil
Diante do aumento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a Europa, investidores institucionais internacionais começaram a reduzir a exposição em ativos americanos em busca de diversificação. Esse movimento de realocação de capital dos mercados desenvolvidos para os emergentes beneficiou diretamente o Brasil, visto como um destino atraente. Apenas em janeiro, o fluxo líquido de estrangeiros para a Bolsa brasileira superou a marca de R$ 7,3 bilhões.
Declarações de Trump em Davos acalmam mercados e ampliam ganhos
Enquanto o Ibovespa já subia, declarações do presidente americano, Donald Trump, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, injetaram ainda mais otimismo. Suas declarações sobre a Groenlândia e as tensões com a Europa foram lidas como um “amenizou o tom”, o que, somado ao anúncio de que não imporia as tarifas retaliatórias previstas para fevereiro, reduziu o prêmio de risco global. Essa postura acalmou os investidores e permitiu que o apetite por ativos de risco, como as ações brasileiras, se ampliasse ainda mais.
Cenário combina fatores externos favoráveis e alta de papéis de peso
A alta recorde foi construída sobre uma combinação rara de fatores. Além do fluxo estrangeiro robusto e do alívio geopolítico, o cenário de juros futuros em queda no Brasil criou um ambiente doméstico mais favorável. O ganho foi concentrado em ações de grande peso no índice, que responderam com força à onda de compras.
Analistas de grandes bancos internacionais já projetam que este movimento de realocação de capitais para mercados como o brasileiro pode sustentar uma entrada relevante de investimentos estrangeiros ao longo do ano.







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