Foto: Assessoria/Divulgação
A CASACOR Paraná 2026, uma das mais influentes mostras de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, terá a participação do arquiteto e urbanista André Henning com um ambiente conceitual que promete ampliar a narrativa da mostra em sua 32ª edição. O evento será realizado entre 10 de maio e 5 de julho em uma residência emblemática no bairro Bigorrilho, em Curitiba (PR), ocupando também um prédio lateral com usos mistos, incluindo gastronomia, entretenimento e espaços comerciais.
Henning, fundador do AH Studio e com mais de uma década de atuação em projetos comerciais, gastronômicos e de entretenimento, apresenta o “Lounge Pit Stop” — um espaço concebido como uma zona de conexão e permanência entre os ambientes da mostra. Mais do que um refúgio de pausa, o projeto surge como um elemento catalisador de conversas, descanso e experiência sensorial, ressignificando a circulação tradicional nas mostras de arquitetura.
“O Lounge Pit Stop nasce da necessidade de pensar o tempo de uso do espaço de forma distinta — não apenas como passagem ou consumo visual, mas como lugar de convivência. Em um contexto em que a mostra se desdobra em múltiplos cenários, este ambiente propõe uma pausa ativa: sentar, conversar, relaxar”, afirma Henning. “Ele não é nem estritamente interno nem externo. Tem cobertura, mas suas laterais abertas permitem diálogo visual com diferentes vizinhos, criando uma paisagem interna contínua e plural.”
Ao afastar-se de soluções estritamente gastronômicas ou temáticas, o ambiente explora uma leitura espacial mais leve, apoiada em escolhas materiais e cromáticas que favorecem conforto e acolhimento. A proposta privilegia madeira de tom claro, uma paleta de azul e branco, vegetação abundante e o uso expressivo de cobogós esmaltados em branco — um elemento que o arquiteto identifica como um protagonista na composição do espaço.
Ao propor um espaço que valoriza a pausa em um contexto marcado pela circulação intensa, Henning reforça sua pesquisa sobre arquitetura como experiência. “A mostra é, por natureza, um lugar de estímulo constante. O que nos interessou foi pensar o oposto: um ambiente onde a permanência é o protagonista, onde as pessoas possam realmente ocupar o espaço e não apenas atravessá-lo”, afirma o arquiteto. Para o arquiteto, o Lounge Pit Stop sintetiza uma mudança de perspectiva em sua própria trajetória. “Estamos acostumados a desenhar espaços de consumo — restaurantes, cafeterias, bares. Aqui, a intenção foi desenhar tempo. Um lugar que convida a ficar”, completa.






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