Foto: Golffywatt/iStock
O LinkedIn divulgou sua lista anual “Empregos em Alta 2026”, que reúne os 25 cargos com crescimento mais acelerado no mercado de trabalho brasileiro nos últimos três anos. O ranking é liderado por Engenheiro(a) de IA, profissão que projeta e constrói sistemas que utilizam inteligência artificial para analisar dados, reconhecer padrões e fazer previsões.
Os dados indicam forte demanda por funções técnicas altamente especializadas, sobretudo em áreas impactadas pela inteligência artificial, segurança de processos, confiabilidade operacional e análise de dados. Ao mesmo tempo, ganham espaço cargos ligados a planejamento financeiro e estratégico, gestão corporativa e desenvolvimento de novos negócios, refletindo a busca das empresas por decisões orientadas por dados e maior previsibilidade.
O que faz um engenheiro de IA
O engenheiro de inteligência artificial desenvolve e mantém sistemas que utilizam IA em tarefas como análise de grandes volumes de dados, reconhecimento de padrões e previsões. Mais do que criar modelos, atua como elo entre a tecnologia e as necessidades práticas do negócio.
A pesquisa do LinkedIn aponta que as cidades com o maior número de vagas para engenheiros de IA são São Paulo, Florianópolis e Recife. O tempo médio de experiência antes de assumir o cargo é de 3,6 anos. Antes da contratação, os profissionais geralmente passaram por áreas como engenharia de software, ciência de dados ou engenharia de dados.
A média salarial de um engenheiro de inteligência artificial no Brasil gira em torno de R$ 8 mil, segundo dados do site Glassdoor. Ainda assim, há vagas que oferecem salários de até R$ 32 mil, especialmente para profissionais mais experientes ou envolvidos em projetos estratégicos.
Desafios de gênero
Apesar da expansão, o avanço da IA também evidencia desafios como a baixa participação feminina. Em 2025, apenas 10,58% das contratações para o cargo de engenheiro de IA foram de mulheres, ante 89,42% de homens. O dado aponta para questões estruturais relacionadas ao acesso à formação técnica e à permanência de mulheres em carreiras tecnológicas ao longo do tempo.







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