Ronaldo Fenômeno lança Galácticos Rackets para revolucionar tênis e padel no Brasil

Ex-atacante aposta em clube premium, arenas tecnológicas e frente social para preencher a lacuna entre demanda explosiva e infraestrutura escassa

Foto: Fundação Fenômenos/Divulgação

Foto: Fundação Fenômenos/Divulgação

Recém-chegado de uma imersão no Miami Open, onde acompanhou de perto a nova geração do tênis mundial, Ronaldo Nazário, pentacampeão mundial de futebol, anunciou oficialmente o lançamento do Galácticos Rackets. O empreendimento estruturado em três frentes estratégicas pretende redefinir a prática de tênis e padel no Brasil, com início de operação previsto para o final de 2026. O investimento inicial é de R$ 25 milhões.

O lançamento ocorre em um momento de inflexão para os esportes de raquete no país. A demanda cresce, mas a infraestrutura de qualidade não acompanha. “Nós acreditamos muito nesses dois esportes. O Brasil tem demanda de sobra e infraestrutura de menos. É aí que entra o Galácticos, queremos levar o tênis e o padel do Brasil a outro patamar”, afirmou Ronaldo.

Os números por trás da aposta

O mercado de esportes de raquete no Brasil vive um momento de expansão acelerada. Dados do ITF Global Tennis Report mostram que o país registrou aumento de 70% no volume mensal de importações de raquetes de tênis desde a redução do imposto de importação em 2021.

No padel, o FIP World Padel Report 2025 aponta que a modalidade já ultrapassa 35 milhões de praticantes no mundo, com o Brasil entre os mercados de expansão mais sólida nas Américas. A Confederação Brasileira de Padel indica a abertura de cerca de três novas quadras por dia no território nacional.

Os três pilares do projeto

O Galácticos Rackets está organizado em três frentes estratégicas. O primeiro pilar é o Galácticos Club, um formato de clube privado e exclusivo, com número de sócios limitado por unidade, que combina esportes de raquete com uma vertente de wellness e performance inspirada na tendência que domina os mercados premium dos Estados Unidos e da Europa.

A segunda estrutura é a Galácticos Arena, que aposta na tecnologia como core além da quadra. A proposta é que o jogador reserve, acesse, jogue e se conecte a uma comunidade por meio de uma única plataforma digital. O plano é que a experiência não se limite apenas a jogar: o usuário pode fazer reuniões, comer bem e viver uma experiência completa onde antes havia apenas uma quadra e um cadeado. 

E o terceiro pilar é a frente social, dedicada à democratização do tênis e do padel em comunidades de São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões, com revitalização de áreas ociosas e uso de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte. “Além de investir na alta demanda represada atualmente, nosso plano visa o fomento e a democratização. O foco não é só no agora, mas sim transformar o cenário no longo prazo criando um ciclo virtuoso para o ecossistema”, completou Ronaldo.

O sócio operador e os planos de expansão

Para tirar o projeto do papel, Ronaldo se associou ao Grupo Calçadão, que entra como sócio operador. Pioneiro nos esportes de areia e um dos poucos players a conseguir ir além da bolha por meio da excelência operacional, o Calçadão construiu um modelo que une gastronomia, comunidade e lifestyle em uma mesma operação.

O projeto está em fase final de captação de uma rodada de investimentos. Sete unidades já estão encaminhadas no Sudeste, incluindo um Galácticos Club em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, além de Galácticos Arenas em áreas premium e bairros estratégicos.

Além do Sudeste, já existem conversas avançadas para Nordeste, Centro-Oeste e Sul, região que se destaca como uma praça muito forte do padel. As primeiras unidades iniciam operação ainda no final de 2026, com a maioria das inaugurações concentrada em 2027.

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