Irã sinaliza desescalada e petróleo recua para US$ 95

Guarda Revolucionária classifica como “pouco provável” retomada da guerra com EUA; Teerã diz que pode reabrir Estreito de Ormuz em até um mês caso acordo seja fechado

Foto: Site da presidência do Irã/Reprodução

Foto: Site da presidência do Irã/Reprodução

O petróleo opera em forte queda nesta quarta-feira (27) após o Irã sinalizar a possibilidade de desescalada do conflito com os Estados Unidos. O barril do tipo Brent recuou 3,8%, sendo negociado abaixo de US$ 96 pela primeira vez em semanas.

O movimento teve início na terça-feira (26), quando a agência de notícias iraniana Tasnim informou que os EUA aceitaram suspender as sanções petrolíferas contra o Irã durante o período de negociações bilaterais. A informação, ainda não confirmada oficialmente por Washington, foi suficiente para mudar o humor do mercado.

O que diz o Irã

A Guarda Revolucionária iraniana classificou como “pouco provável” a retomada da guerra com os Estados Unidos, e o governo iraniano indicou que pretende restabelecer o tráfego comercial no Estreito de Ormuz em até um mês, caso um acordo com Washington seja firmado.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reiterou que encerrar a guerra e estabelecer uma paz sustentável seguem como prioridades nas tratativas com os americanos.

Trump fala em “progresso” nas negociações e preços se ajustam

O presidente Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã “estão avançando muito bem” e defendeu um acordo “grande e significativo” para encerrar a guerra. Mais cedo, um funcionário americano havia dito que existe um acordo em princípio para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O barril do tipo Brent caiu 6,78% na segunda-feira (25), fechando a US$ 93,42, o menor nível desde o início de maio. Ontem (26), a commodity já operava em leve recuperação, e hoje manteve a tendência de baixa.

O que esperar

O mercado agora aguarda desdobramentos concretos das negociações. A reabertura do Estreito de Ormuz (fechado desde o início da guerra, em fevereiro) é considerada o principal ponto de inflexão para uma normalização mais ampla dos preços. Até lá, o petróleo deve seguir volátil, reagindo a cada nova declaração dos dois lados.

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