Foto: Adidas/Reprodução
Quem acompanha os jogos da Copa do Mundo de 2026 já o curioso detalhe de que, em diferentes seleções, posições e marcas, um mesmo elemento visual se repete nos gramados: as chuteiras rosas. O fenômeno virou tema de reportagens internacionais e inundou as redes sociais, com torcedores se perguntando se houve algum tipo de “combinado” entre os jogadores.
E a resposta é mais estratégica do que parece.
A convergência das gigantes
O movimento não foi coordenado entre as marcas, mas é resultado de estratégias de marketing que convergiram para o mesmo ponto. Nike, Adidas, Puma e New Balance lançaram coleções comemorativas para o Mundial em períodos semelhantes e com tonalidades próximas — variações do chamado “electric fuchsia”.
A Nike lançou seu “Breakout Pack” com tons fluorescentes de rosa, a Adidas apresentou o “Road to Glory Pack” na cor “Solar Turbo”, e a Puma apostou no “Showtime Pack” em “Poison Pink”. New Balance e Skechers também aderiram à tendência.
Em nota divulgada à imprensa, a Nike afirmou que as cores vibrantes dos gramados foram escolhidas com a intenção de serem “impossíveis de ignorar”, especialmente em transmissões de alta definição. A Adidas, em comunicado oficial, destacou que a linha “Road to Glory” busca “trazer energia e ousadia para o maior palco do futebol”.
A ciência por trás da cor
A escolha do rosa não foi aleatória. O rosa vibrante oferece um dos maiores contrastes possíveis com o verde do gramado, pois são cores complementares no círculo cromático. Em transmissões de televisão e vídeos publicados nas redes sociais, a cor se destaca imediatamente, atraindo o olhar do público para os pés dos atletas.
Um executivo da Nike explicou ao The Athletic que a cor foi testada e escolhida estrategicamente para máximo impacto visual, garantindo que o produto se destacasse tanto nas arquibancadas quanto nas telas de televisão ao redor do mundo.
As exceções que confirmam a regra
Nem todos os jogadores aderiram ao rosa. Lionel Messi usa um modelo azul e branco em alusão à bandeira da Argentina, enquanto Cristiano Ronaldo recebeu uma edição especial dourada para sua sexta Copa do Mundo. Kylian Mbappé, por sua vez, lançou sua própria linha exclusiva em tom “Plum Eclipse” com detalhes em verde-limão.
O impacto na economia
A Copa do Mundo já movimenta o setor de alimentação fora de casa. No Rio de Janeiro, 52% dos bares e restaurantes pretendem transmitir os jogos, e 80% esperam faturar mais do que em dias sem partidas. Em São Paulo, mais de 70% dos estabelecimentos também projetam aumento no faturamento.
A CNC estima que o setor movimentará R$ 2,42 bilhões durante o torneio, valor 15,7% superior ao registrado na Copa do Catar. A projeção da Goomer, em parceria com a Abrasel, aponta que os jogos da Seleção Brasileira podem provocar um aumento de até 150% no fluxo de clientes em bares e restaurantes.







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