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Estados Unidos e Irã assinaram na quarta-feira (17) um memorando de entendimento (MOU) que estabelece as bases para o fim da guerra entre os dois países. O acordo, assinado durante a cúpula do G7 na França, prevê um cronograma de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano (principal justificativa de Donald Trump para iniciar o conflito há quase quatro meses).
Os principais pontos do acordo
- Cessar-fogo imediato: suspensão das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.
- Reabertura do Estreito de Ormuz: passagem gratuita para navios comerciais durante os 60 dias de negociação.
- Suspensão do bloqueio naval: EUA iniciam retirada do bloqueio imediatamente, com conclusão em até 30 dias.
- Negociações nucleares: prazo de 60 dias para definir acordo final sobre o programa nuclear iraniano.
- Fundo de reconstrução: US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã.
- Suspensão de sanções: EUA se comprometem a suspender as sanções contra o Irã de acordo com o cronograma definido.
A reação de Trump
O presidente americano, que inicialmente estabeleceu como objetivo o fim do programa nuclear iraniano, afirmou que o país voltará a bombardear o Irã caso o acordo de 60 dias não seja cumprido. “Vamos bombardear o inferno deles se violarem o acordo”, disse Trump a jornalistas no fim da cúpula do G7.
Israel: o ponto cego do acordo
O principal ponto de tensão do acordo é a menção ao Líbano. O documento prevê o fim das operações militares no país, onde Israel vem combatendo o Hezbollah.
Israel, no entanto, não é parte do acordo. O governo israelense já sinalizou que não se sente obrigado por qualquer compromisso relacionado ao Líbano, e as Forças Armadas israelenses afirmaram que não se retirarão do sul do país.
A continuação das negociações
O memorando foi assinado virtualmente por Trump, Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. O acordo estabelece que as negociações sobre o programa nuclear, a justificativa mais sólida de Trump para o início da guerra, serão conduzidas ao longo dos próximos 60 dias.
Tanto Irã quanto EUA enfrentaram pressão de setores mais radicais de seus países para que não fossem à mesa de negociação, mas ambos o fizeram.






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