Foto: Stefan Sutka/iStock
A Land Rover encerrou a produção de veículos no Brasil após cerca de dez anos de operação na fábrica de Itatiaia, no interior do Rio de Janeiro. A unidade, inaugurada em 2016 com investimento de mais de R$ 1 bilhão, foi a primeira da Jaguar Land Rover fora do Reino Unido.
O baixo volume de vendas foi determinante para a decisão. Entre janeiro e maio de 2026, os modelos Discovery Sport e Range Rover Evoque somaram apenas 264 emplacamentos. Em todo o ano de 2025, a marca vendeu 757 veículos no Brasil.
A fábrica operava em regime SKD: as carrocerias chegavam praticamente prontas do exterior para a montagem final. Com volume insuficiente, a operação se tornou inviável. A planta tem capacidade instalada para 24 mil unidades por ano.
Os números da operação
- Investimento: mais de R$ 1 bilhão
- Capacidade: 24 mil veículos por ano
- Emprego: 371 trabalhadores diretos
- Vendas em 2025: 757 veículos
- Emplacamentos em 2026: 264 unidades (jan-mai)
Os 371 funcionários diretos participam de cursos de especialização enquanto aguardam definições. O Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiaia e Porto Real (Sindireal) acompanha as negociações e busca garantir a preservação dos postos de trabalho.
O que muda para o consumidor
A Jaguar Land Rover continuará operando no Brasil como importadora. As concessionárias seguem abertas, e o pós-venda (revisões, garantia e peças de reposição) permanece garantido. Os últimos veículos produzidos devem ser distribuídos às concessionárias até meados de julho.
A chegada dos chineses
A fábrica de Itatiaia está em negociação para ser assumida pela Omoda & Jaecoo, marca do Grupo Chery, que já trata a produção local como prioridade. A informação foi confirmada pela CNN Brasil. Representantes da prefeitura de Itatiaia e do governo do estado do Rio de Janeiro já iniciaram conversas com executivos chineses.
A expectativa é que a planta seja utilizada para a produção de SUVs eletrificados e híbridos plug-in. A capacidade pode ser ampliada para cerca de 100 mil veículos por ano a partir do segundo semestre de 2027, com adaptação inicial para até 87 mil unidades já prevista.
A localização também favorece futuras operações de exportação para outros países da América Latina. A Omoda & Jaecoo também anunciou recentemente a construção de uma fábrica na Argentina.






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