Foto: dabldy/iStock
A Azul anunciou acordos que totalizam US$ 300 milhões em novos investimentos às vésperas da conclusão de seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. American Airlines e United Airlines comprometeram-se individualmente com aportes de US$ 100 milhões cada. Um terceiro grupo, formado por “determinados credores existentes”, entrará com outros US$ 100 milhões.
Os recursos chegam para capitalizar a companhia na saída do “Chapter 11”, processo iniciado em maio de 2025 e cujo plano de reorganização foi aprovado por mais de 90% dos credores em dezembro. A Azul estima eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas financeiras com a reestruturação, além de readequar contratos de leasing e otimizar a frota.
Como funcionam os aportes
O investimento da United será realizado no contexto da oferta pública de ações divulgada em 3 de fevereiro, com liquidação prevista para 20 de fevereiro. O aporte da American ocorrerá mediante emissão de bônus de subscrição (warrants), sujeito à aprovação do Cade. Os credores também participarão da oferta pública.
A estratégia de converter dívidas em ações, no entanto, gerou turbulência. Em 8 de janeiro, os papéis da Azul chegaram a cair 70% na B3 com o anúncio da oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias e preferenciais. O aumento da base acionária diluiu o valor unitário dos papéis, movimento típico desse tipo de reestruturação.
O que vem pela frente
A conclusão do Chapter 11 ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações regulatórias e o exercício de direitos de preferência por acionistas atuais. A Azul afirma que manterá o mercado informado sobre os desdobramentos.O apoio das gigantes americanas, ambas já parceiras estratégicas da companhia, sinaliza confiança no plano de recuperação. A empresa projeta emergir do processo com “maior flexibilidade e sustentabilidade operacional e financeira”.






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