Foto: Erich Sacco/iStock
O vendaval histórico que atingiu São Paulo nos dias 10 e 11 de dezembro fez mais do que derrubar árvores e danificar a rede elétrica: paralisou a economia da capital. Um cálculo da Fecomercio-SP estima que o setor de comércio e serviços acumulou um prejuízo de R$ 1,54 bilhão em faturamento durante o apagão.
A falta de energia, que atingiu picos de 2,2 milhões de imóveis, teve impacto desigual:
- Serviços: deixaram de faturar R$ 1,03 bilhão.
- Comércio: perderam R$ 511 milhões.
O valor, contudo, é considerado uma estimativa conservadora. A conta não inclui perdas adicionais com estragos em estoques (especialmente de alimentos perecíveis), custos fixos mantidos sem receita ou o impacto indireto na produtividade. “Estamos falando apenas do potencial de perdas”, explica Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP.
Recorrência e magnitude do problema
Este é o segundo grande apagão em pouco mais de um ano na cidade. Em outubro de 2024, um episódio similar causou perdas de quase R$ 2 bilhões, segundo a mesma entidade. O evento desta semana foi causado por um ciclone extratropical com ventos de até 98 km/h na zona oeste, maior velocidade registrada pelo Inmet desde o início das medições, em 1963.
Às 13h30 da quinta-feira (11), mais de 1,3 milhão de residências na Grande São Paulo ainda estavam sem luz, segundo a Enel, que classificou o evento como “histórico” e confirmou danos extensos à rede de distribuição.
O episódio expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade energética da maior metrópole do país a eventos climáticos extremos e falhas na infraestrutura básica, com prejuízos que se acumulam em cadeia.







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