Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Banco Central publicou nesta terça-feira (24) a ata da reunião do Copom da semana passada, quando o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano. O documento confirma que não há indicação de novos cortes e que o ritmo da política monetária dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio.
O termo agora é “calibração”, para cima ou para baixo. O Copom afirmou que a magnitude e o ciclo serão determinados ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.
O cenário de guerra
A ata deixa claro que o conflito entre EUA, Israel e Irã mudou completamente o cenário para a política monetária. Até o início da guerra, as leituras indicavam arrefecimento da inflação. Por isso, na reunião de janeiro, o Copom havia sinalizado o início de um ciclo de cortes.
Mas a incerteza se elevou consideravelmente. As expectativas de inflação, que seguiam em queda, subiram após o início dos conflitos, permanecendo acima da meta em todos os horizontes.
Serenidade e cautela
O Copom afirma que a conjuntura exige “perseverança, firmeza e serenidade” na condução da política monetária. Os próximos passos dependerão exclusivamente de como a guerra evoluir e de seus efeitos sobre os preços, especialmente commodities como o petróleo.
A ata também traz uma mensagem direta ao governo: a saúde das contas públicas é fator determinante para o controle da inflação. O documento alerta que o esmorecimento no esforço fiscal tem o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos sobre a potência da política monetária.
O que esperar
A ata não oferece pistas sobre o que o Copom fará na reunião de abril e deixa claro que tudo dependerá da evolução do conflito e das novas informações sobre preços, atividade econômica e expectativas de inflação. A mensagem do BC é que, no momento, a guerra dita o ritmo da política monetária, e não há espaço para compromissos antecipados.






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