Foto: Erich Sacco/iStock
O Brasil assumiu a liderança como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, marcando um duplo recorde: no volume produzido e no valor exportado. A produção brasileira, estimada em 12,5 milhões de toneladas, ultrapassou a dos Estados Unidos pela primeira vez, enquanto as exportações bateram recorde histórico com US$ 18 bilhões em receita.
O feito é resultado de um salto tecnológico na pecuária nacional, que permitiu produzir mais sem expandir significativamente a área de pastagem. A combinação de confinamento, melhoramento genético e eficiência reprodutiva reduziu a idade média de abate e aumentou a produtividade por animal, garantindo oferta estável em um ano de aperto global.
O ranking dos maiores compradores em 2025
Enquanto produzia mais, o Brasil também vendeu mais para o mundo. As exportações de carne bovina em 2025 atingiram 3,5 milhões de toneladas. A lista dos principais destinos mostra a força e a diversificação da demanda global pela proteína brasileira:
- China: 1,68 milhão de toneladas (47,7% do total), gerando US$ 8,9 bilhões.
- Estados Unidos: 271,8 mil toneladas, com receita de US$ 1,64 bilhão, superando barreiras tarifárias temporárias.
- Chile: 136,3 mil toneladas.
- União Europeia: 128,9 mil toneladas.
- Rússia e México também se destacaram com crescimentos expressivos nas importações.
Desafios à vista para 2026
Apesar do cenário positivo, 2026 apresenta desafios imediatos. O principal é a imposição de salvaguardas pela China, que limitará a cota de importação sem tarifa extra a 1,1 milhão de toneladas, um volume 31% inferior ao exportado em 2025. O excedente será taxado em 55%.
Diante disso, a estratégia do setor se volta para a diversificação e a busca por mercados de alto valor agregado, como Japão, Coreia do Sul e Turquia. O objetivo é transformar o recorde de produção em um crescimento sustentável e qualificado, menos vulnerável a decisões de um único comprador.
A capacidade do Brasil em manter a produtividade elevada será decisiva não apenas para sua economia, mas para o equilíbrio da oferta global de proteína animal.







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