Foto: Nata Vkusidey/iStock
A Copa do Mundo de 2026, que começa em junho, já movimenta as expectativas do mercado e dos torcedores brasileiros. E os números são animadores para quem trabalha com alimentação, bebidas e entretenimento. Levantamento realizado pelo Data-Makers a pedido do Resenha Digital Clube, com 1.000 fãs de esporte de todas as regiões do país, mostra que 71% dos brasileiros pretendem consumir mais produtos e serviços durante o Mundial.
O estudo “O Brasileiro e a Copa: Mídia, Influência e Consumo” revela que a “fome de Copa” está concentrada, principalmente, no setor de alimentos e bebidas. O churrasco e os petiscos ganham protagonismo nas intenções de compra:
- Snacks: 72%
- Doces e chocolates: 66%
- Carnes: 60%
- Bebidas não-alcoólicas: 60%
- Bebidas alcoólicas: 54%
No lazer fora de casa, 76% afirmam que pretendem frequentar mais bares e restaurantes durante os jogos, um movimento que pode representar um alívio significativo para o setor de food service.
O poder do patrocínio e da influência
A conexão emocional com o futebol também gera fidelidade às marcas. Segundo a pesquisa, 56% dos consumidores admitem preferir marcas vinculadas à Copa, enquanto 37% afirmam que passam a nutrir uma simpatia maior por empresas que patrocinam o evento.
O marketing de influência será um pilar decisivo em 2026. A confiança nos criadores de conteúdo é alta: 53% dos brasileiros consideram comprar produtos recomendados por influenciadores durante a competição, e 45% passam a gostar mais de marcas patrocinadoras desses perfis.
Os influenciadores mais valorizados pelo público são:
- Ex-atletas e técnicos: 31%
- Jornalistas especializados: 19%
- Nativos das redes: 15%
- Humoristas: 14%
Entre as figuras públicas de maior influência aparecem Neymar (31%), Neto (21%) e Tiago Leifert (14%).
A experiência multiplataforma
A forma de assistir aos jogos também mudou, agora para uma experiência híbrida e multitela. O estudo aponta que 54% dos torcedores usarão mais de um dispositivo simultaneamente, enquanto 12% dos brasileiros acompanharão os jogos exclusivamente pelo celular.
Embora a TV aberta ainda lidere a preferência (85%), as redes sociais ganharam espaço como complemento indispensável. O Instagram (82%) e os sites de notícias (77%) aparecem logo atrás como as principais fontes de informação e entretenimento, além de YouTube (70%) e TikTok (42%).
O que esperar dos negócios
O período pré-Copa já mobiliza o público, e as marcas que souberem criar conexões autênticas com o momento esportivo (seja por meio de promoções relevantes ou geração de conteúdo de qualidade) terão ganhos expressivos não apenas em vendas imediatas, mas principalmente em construção de marca a longo prazo.






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