Criador do Pix deixa BC para desenvolver sistema global de pagamentos no FMI

Proposta do FMI é usar a experiência brasileira para desenvolver sistema global

Foto: Nuttawan Jayawan/iStock

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Carlos Eduardo Brandt, o executivo que liderou a criação do Pix no Banco Central, deixou a instituição após 23 anos para se juntar ao Fundo Monetário Internacional em Washington. A proposta do FMI era convidativa: usar a bem-sucedida experiência brasileira para desenvolver um sistema global de pagamentos instantâneos.

O legado do Pix no Brasil

  • 161,7 milhões de usuários pessoas físicas;
  • 16,3 milhões de pessoas jurídicas cadastradas;
  • R$ 85 trilhões movimentados em 5 anos;
  • 93% da população adulta utiliza o sistema;
  • 7,9 bilhões de transações mensais esperadas em 2025.

Desafios do ‘Pix internacional’

Brandt agora enfrenta o complexo desafio de criar sistemas de pagamento entre países, trabalhando com iniciativas como o Nexus (já apelidado de “Pix internacional”) que está sendo implementado em cinco países asiáticos. As principais barreiras incluem diferentes moedas, legislações nacionais específicas e questões de segurança.

Modelo brasileiro como referência

O sucesso do Pix chamou atenção internacional por seu design único: uma infraestrutura pública digital com o Banco Central como agente neutro, diferentemente de outros países onde sistemas similares são operados por empresas privadas. Essa característica garantiu autonomia ao Brasil e fortaleceu o mercado doméstico.

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