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O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (8), negociado próximo a R$ 5,43, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicar durante o fim de semana que poderia desistir da candidatura à Presidência em 2026. O movimento reverte parte da forte alta de 2,3% registrada na sexta-feira (5), quando a moeda chegou a R$ 5,4840 (maior valor desde meados de outubro) após a confirmação de que ele seria o candidato escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Turbulência eleitoral abala mercados
A sequência de eventos mostrou a extrema sensibilidade dos mercados ao cenário político:
- Sexta-feira (5): Anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro provocou forte aversão ao risco. O Ibovespa despencou 4,31%, para 157.369 pontos, a maior queda desde fevereiro de 2021. O dólar disparou.
- Fim de semana: Flávio sinalizou em entrevistas que poderia desistir da candidatura, mencionando uma possível anistia ao pai. A declaração recolocou incertezas, mas amenizou o pessimismo do mercado.
- Segunda-feira (8): Com a possibilidade de retirada, o dólar abre em queda.
Por que o mercado reage negativamente a Flávio?
Analistas avaliam que a entrada de Flávio Bolsonaro na disputa enfraquece a oposição e aumenta as chances de reeleição do presidente Lula. A percepção do mercado é que um nome como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) teria mais capacidade de unificar o campo de centro-direita e seria um rival mais competitivo, enquanto a candidatura de Flávio poderia não conseguir amplo respaldo político.







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