Financial Times informa que Trump planeja reduzir tarifas sobre aço e alumínio

Governo americano avalia isentar produtos e suspender ampliação de sobretaxas após pressão por alta de preços

Foto: Shealah Craighead/Official White House

Foto: Shealah Craighead/Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja reduzir parte das tarifas sobre produtos de aço e alumínio, segundo o Financial Times. A informação, baseada em três fontes familiarizadas com o assunto, indica que a administração americana pretende revisar a lista de produtos atingidos pelas tarifas, isentar determinados itens e suspender a ampliação do escopo das medidas, substituindo o modelo atual por investigações mais direcionadas com base em segurança nacional.

O movimento ocorre em meio a preocupações crescentes com o custo de vida e o impacto político das sobretaxas antes das eleições legislativas de novembro. Autoridades do Departamento de Comércio e do escritório do Representante de Comércio dos EUA avaliam que as tarifas elevaram preços ao consumidor (inclusive de itens como formas metálicas para tortas e latas de alimentos) e tornaram-se “muito complicadas de aplicar”, segundo uma das fontes. Pesquisa do Federal Reserve de Nova York mostrou que 90% do custo do aumento das tarifas foi pago por empresas e consumidores americanos e não por estrangeiros, como argumentava o governo.

Números reforçam desgaste

O cenário econômico ajuda a explicar a revisão:

  • Mais de 70% dos adultos americanos classificam as condições econômicas como regulares ou ruins (Pew Research Center);
  • 52% afirmam que as políticas de Trump pioraram o cenário;
  • 59% desaprovam a gestão de Trump sobre o custo de vida (Reuters/Ipsos);
  • Apenas 30% aprovam.

Quem pode ganhar com a mudança

Países como Reino Unido, México, Canadá e membros da União Europeia, além do Brasil, podem ser beneficiados por eventual flexibilização das tarifas. O regime atual permite que empresas americanas solicitem a inclusão de produtos estrangeiros na lista de taxados sob justificativa de segurança nacional, o que levou a uma ampla ampliação do escopo, atingindo desde peças de bicicleta até utensílios de cozinha.Até o momento, Departamento de Comércio, escritório do Representante de Comércio e Casa Branca não comentaram oficialmente o tema.

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