Guerra da conveniência: Amazon Now promete entrega ultrarrápida no país

Com investimento de R$ 55 bilhões no país, Amazon coloca Brasil como prioridade global e entra na disputa direta por compras de conveniência

Imagem: Amazon Now/Divulgação

Imagem: Amazon Now/Divulgação

A Amazon lançou nesta terça-feira (3) o Amazon Now no Brasil, serviço que promete entregar itens de supermercado e produtos essenciais em até 15 minutos. A novidade coloca a gigante do varejo em rota de colisão direta com aplicativos de delivery como Rappi e iFood, além de redes físicas de supermercado que já operam entregas rápidas.

O lançamento começa por São Paulo e se expande gradualmente até 9 de março para outras sete capitais: Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte. O serviço funciona das 7h às 23h, com algumas lojas operando 24 horas, e oferece um catálogo inicial de 5 mil itens (incluindo, pela primeira vez no país, alimentos frescos e congelados).

O diferencial da oferta

Clientes do programa de fidelidade Amazon Prime têm frete grátis. Quem não é assinante paga R$ 5,49 por pedido, mas, como promoção de lançamento, todos estão isentos da taxa de serviço por tempo indeterminado. Os pagamentos podem ser feitos por cartão de crédito ou Pix, e o cliente recebe um link de rastreamento pelo WhatsApp para acompanhar a entrega em tempo real, com mapa interativo e possibilidade de comunicação direta com o entregador.

O serviço é operado em parceria com o aplicativo de entregas Rappi, que atuará como um dos parceiros logísticos. A Amazon também oferece a opção de gorjeta, com valor integralmente repassado ao entregador.

Brasil como prioridade global

Em entrevista coletiva, a presidente da Amazon Brasil, Juliana Sztrajtman, foi direta: “O Brasil se tornou prioridade entre os países em que a Amazon investe no mundo, é a maior prioridade de investimento hoje”. A empresa afirma ter investido R$ 55 bilhões no país desde que chegou, no início da década de 2010, e sustenta a expansão com uma malha de mais de 250 centros logísticos, 100 deles inaugurados apenas em 2025.

“A ‘entrega rápida’ já foi ‘três dias’. Depois passou para ‘dois dias’. Aí virou ‘um dia’, depois ‘no mesmo dia’. Hoje falamos em minutos”, resumiu Sztrajtman durante o lançamento.

A guerra da entrega ultrarrápida

O movimento da Amazon acirra ainda mais a concorrência no comércio eletrônico brasileiro, que já opõe a gigante americana a players consolidados como Mercado Livre e Shopee. Mas o Amazon Now representa uma investida em um território específico: o das compras de conveniência e reposição rápida, hoje dominado por aplicativos de delivery e supermercados com operações próprias de entrega.

O Mercado Livre já oferece o Mercado Pago e o Mercado Envios, mas não tem um serviço dedicado de entregas em minutos. O iFood, por sua vez, firmou parcerias com redes como Carrefour e Pão de Açúcar para entregas rápidas. A Amazon agora entra nesse ringue com uma proposta integrada: o sortimento inclui frutas, verduras, carnes, laticínios, congelados, bebidas geladas, itens de higiene e limpeza, tudo a poucos cliques de distância e entregue em um quarto de hora.

O que esperar

A expansão do serviço será gradual, tanto em cobertura geográfica quanto em variedade de produtos, com base na demanda e nas preferências dos consumidores, segundo a Amazon. A empresa não divulga projeções de investimentos futuros, mas a executiva garante que o foco é o longo prazo: “Muitas coisas começaram a acontecer no ano passado com mais força, e a gente continua nesse ritmo”.

Para o consumidor, a novidade significa mais uma opção e mais pressão competitiva sobre preços e prazos. Para o varejo tradicional, mais um sinal de que o futuro da conveniência é medido em minutos.

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