Imagem: Pivote
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (26) a prorrogação do ultimato dado ao Irã para que reabrisse o Estreito de Ormuz. O novo prazo vai até 6 de abril, uma extensão de 10 dias.
A decisão atendeu a um pedido do governo iraniano, que enviou 10 navios petroleiros pelo estreito como gesto de boa vontade. Apesar da prorrogação, Trump manteve o tom de ameaça: “Se eles não fizerem o que precisam fazer, eu destruirei suas usinas”.
O cenário de guerra
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã. Desde então, mais de 1.340 pessoas morreram e o Irã respondeu com ataques de mísseis contra Israel, atingindo Tel Aviv e Haifa.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumido no mundo, tornou-se o centro da disputa. O Irã efetivamente bloqueou a passagem de navios desde o início da guerra, retomando a autorização apenas para embarcações que se coordenam com Teerã.
O governo iraniano impôs condições para encerrar o conflito: exigiu reparações de guerra, garantias de que ataques não se repetirão, controle formal do estreito e o fim das hostilidades não apenas contra o Irã, mas também contra grupos aliados na região.
O preço do petróleo
Apesar dos sinais de diálogo, o petróleo segue em patamares elevados. O barril do Brent era negociado próximo de US$ 111 na manhã desta sexta (27), enquanto o WTI chegou a US$ 97.
A Agência Internacional de Energia (IEA) classificou a crise como pior do que os dois choques do petróleo da década de 1970 e a crise do gás causada pela guerra entre Rússia e Ucrânia combinados.
Analistas alertam que, se a guerra se arrastar até o fim de junho, o preço do petróleo pode chegar a US$ 200 o barril.
O que esperar
Apesar do tom otimista de Trump nas redes sociais, afirmando que “as negociações estão indo muito bem”, o chão da diplomacia é mais duro. Um alto funcionário iraniano classificou a proposta americana de 15 pontos como “unilateral e injusta”.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os países do G7 devem ajudar a pressionar pela reabertura do estreito, enquanto o Irã endurece sua posição e exige garantias concretas antes de qualquer cessar-fogo.
Para o Brasil, o que está em jogo é o preço do diesel: 30% do combustível consumido no país vem do exterior e está diretamente exposto à volatilidade internacional.






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