IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025 e leve recuo para 2026

Estimativa de dezembro de 2025 aponta que soja, milho e algodão devem bater recordes históricos neste ano

Foto: Felipe Ballin/iStock

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O Brasil caminha para colher a maior safra de grãos da sua história em 2025. A estimativa de dezembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, um aumento de 18,2% (ou 53,4 milhões de toneladas) em relação a 2024. Trata-se de um volume recorde na série histórica do instituto.

Os destaques do ano são a soja, com estimativa de 166,1 milhões de toneladas (novo recorde), e o milho, com 141,7 milhões de toneladas (também recorde). O algodão em caroço se junta ao grupo, com previsão de 9,9 milhões de toneladas, outro patamar histórico. Juntos, soja, milho e arroz representam 92,7% da produção total.

Projeção para 2026: um ano de ajuste após os recordes

Em seu terceiro prognóstico para a safra de 2026, o IBGE projeta uma produção de 339,8 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 1,2% em relação à estimativa anterior (de novembro), mas um leve recuo de 1,8% (6,3 milhões de toneladas) na comparação com o recorde esperado para 2025.

Esse movimento de ajuste se deve, principalmente, às projeções para o milho, cuja produção total em 2026 deve cair 6% (8,5 milhões de toneladas) na comparação anual, e para o algodão (-10,5%). Por outro lado, a soja deve seguir em trajetória de alta, com um crescimento esperado de 2,5% (4,2 milhões de toneladas), podendo atingir um novo recorde de 170,3 milhões de toneladas.

Distribuição regional e o peso do Centro-Oeste

A liderança da produção nacional continua com a região Centro-Oeste, responsável por 51,6% do total (178,7 milhões de toneladas) e um crescimento anual de 23,6%. O Sul responde por 24,9% da safra (86,3 milhões de t), e o Sudeste por 9% (31,1 milhões de t). Todas as regiões apresentam variação positiva em relação a 2024.

Em termos estaduais, Mato Grosso se mantém como o maior produtor nacional, com participação de 32%, seguido pelo Paraná (13,5%) e Goiás (11,3%). Somados, os seis maiores estados produtores representam quase 80% da safra total do país.Os números consolidam o agronegócio como um setor fundamental para a economia, mesmo diante de uma expectativa de normalização após um ano excepcional como 2025. A atenção agora se volta para o comportamento do clima nos primeiros meses de 2026, que será decisivo para a confirmação das projeções, especialmente para a segunda safra de milho.

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