Megaoperação investiga Grupo Fit por suspeita de sonegação de R$ 26 bi

Força-tarefa com 621 agentes cumpre 126 mandados de busca em seis estados

Foto: Alex Serra

Foto: Alex Serra

Uma megaoperação da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo mira o Grupo Fit, controlador da Refinaria de Manguinhos, por suspeita de sonegação fiscal de R$ 26 bilhões e lavagem de dinheiro. A Operação Poço de Lobato cumpriu 126 mandados de busca e apreensão em seis estados nesta quinta-feira (27), incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Esquema “do porto ao posto”

As investigações apontam que o grupo atuava em toda a cadeia de combustíveis,  da importação à venda no varejo, sem pagar impostos. A estratégia, segundo as autoridades, funcionava como um esquema que vai “do porto ao posto sem pagar imposto”, utilizando empresas interpostas para ocultar o real beneficiário das operações.

Destaques da Operação

  • Blindagem sofisticada: Uso de offshores e 17 fundos de investimento para movimentar R$ 70 bi em um ano;
  • Bloqueios recordes: Mais de R$ 10,2 bi em bens foram bloqueados para garantir crédito tributário;
  • Conexão perigosa: Grupo tem ligações com a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto;
  • Interdição anterior: Refinaria de Manguinhos já havia sido interditada pela ANP em setembro por irregularidades.

O grupo é considerado o maior devedor contumaz de ICMS do país (termo que define os contribuintes que se dedicam à inadimplência de forma recorrente e intencional, reincidindo no descumprimento das obrigações fiscais), com dívidas que se acumulam há anos em diversos estados. As autoridades destacam a sofisticação do esquema, que incluía a criação de múltiplas camadas societárias para dificultar o rastreamento dos valores.

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