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Entre as novidades do último boletim Focus, estão o cenário de inflação sob controle, que mantém vivo o plano do Copom de iniciar o ciclo de cortes de juros em março, com a Selic atual em 15% ao ano. Os analistas seguram as projeções para o crescimento do PIB em 1,8% em 2026, mantendo a estabilidade da nona semana seguida.
A previsão para o câmbio também permanece ancorada em R$ 5,50 para o fim deste ano, patamar inalterado há 17 semanas. O cenário desenha um ambiente de estabilidade rara, onde as principais variáveis (inflação, atividade e câmbio) não apresentam surpresas para o mercado, apontando para um ano sem choques bruscos.
Aposta do mercado é em ciclo de juros mais baixo a partir de março
O foco principal segue na trajetória da taxa Selic, atualmente no maior patamar desde 2006. O Banco Central sinalizou que deve dar início ao ciclo de cortes na reunião de março, desde que a inflação continue controlada. O mercado projeta uma redução gradual, com a taxa caindo para 12,25% até o fim de 2026 e atingindo 9,5% em 2029. O início da flexibilização monetária é aguardado para estimular o crédito e a atividade econômica, que segue em ritmo modesto.
Próximos passos dependem dos dados de inflação e atividade
A confirmação dessa rota dependerá dos próximos dados. O IBGE divulga nesta terça-feira (10) o IPCA de janeiro, primeiro indicador oficial de inflação de 2026. Além disso, o PIB consolidado de 2025 será conhecido em 3 de março. Esses números serão cruciais para o Copom tomar sua decisão. O quadro atual, com inflação em trajetória descendente dentro da meta, cria o cenário ideal para que o BC finalmente alivie o aperto monetário e tente destravar um crescimento mais robusto da economia.






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