Foto: Dabldy/iStock
O ano de 2025 entrou para a história do turismo brasileiro com a quebra de dois recordes significativos. Internamente, o setor faturou R$ 185 bilhões entre janeiro e outubro, a maior receita da série histórica iniciada em 2011, segundo a FecomercioSP com base em dados do IBGE. No fluxo internacional, o país recebeu 9,2 milhões de visitantes estrangeiros, um salto de 37,1% em relação ao recorde anterior de 2024, conforme o Ministério do Turismo.
Os números, divulgados separadamente nesta semana, pintam um cenário de forte recuperação e expansão. O faturamento doméstico cresceu 6,4%, puxado por todos os segmentos, enquanto a explosão no turismo internacional superou em 34,6% a meta oficial do governo, consolidando o Brasil como um destino global em ascensão.
O motor interno: alojamento e aviação na liderança
A análise do faturamento interno revela uma demanda aquecida por viagens. Praticamente todos os segmentos cresceram, com destaque para:
- Alojamento: Foi o segmento de maior crescimento percentual, com alta de 11,2% e faturamento de R$ 22,6 bilhões, refletindo a alta demanda por hospedagem.
- Transporte aéreo: Liderou em valor absoluto, movimentando R$ 48 bilhões (alta de 10,2%), sinalizando a força da aviação comercial no período.
- Alimentação: Também apresentou desempenho robusto, com R$ 28,3 bilhões em faturamento (crescimento de 6,2%).
Regionalmente, os destaques de crescimento foram Rio Grande do Sul (13,5%), em recuperação após as enchentes, Amazonas (11,1%) e Bahia (9,6%). O mês de outubro, por si só, também registrou um recorde mensal, com R$ 19,4 bilhões faturados.
A explosão internacional: Argentina lidera e SP é a principal porta
No fronte externo, o salto foi ainda mais expressivo. A marca de 9,287 milhões de visitantes internacionais em 2025 representa a consolidação da nova fase do país como destino.
- Origem dos turistas: A Argentina se mantém como o maior emissor, com 3,38 milhões de visitantes. Em seguida, aparecem Chile (801,9 mil), Estados Unidos (759,6 mil) e um fluxo combinado de 1,27 milhão de turistas europeus.
- Portas de entrada: Os aeroportos de São Paulo foram os mais movimentados (2,75 milhões), seguidos pelo Rio de Janeiro (2,19 milhões) e Rio Grande do Sul (1,53 milhão).
Especialistas do setor atribuem o resultado a uma estratégia conjunta de promoção internacional, focada na diversidade cultural e na ampliação da conectividade aérea. O desempenho projeta otimismo para 2026, com o setor se firmando como um dos principais motores de geração de emprego e renda na economia nacional.







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