Foto: edb3_16/iStock
Uma intensa tempestade geomagnética atingiu a Terra nesta semana, desencadeando um raro espetáculo: auroras boreais foram avistadas em regiões onde o fenômeno é incomum, como Portugal, diversas partes do Reino Unido e até no sul dos Estados Unidos. O evento, classificado como G4 (severa) na escala de tempestades, foi causado por uma poderosa ejeção de massa coronal do Sol, que viajou os 147 milhões de km até nosso planeta em apenas um dia.
Fenômeno foi causado por uma das explosões solares mais intensas desde 2003
A origem do espetáculo foi uma explosão solar de classe X1.9, a categoria mais alta de erupções. Esta foi considerada a emissão de radiação mais intensa desde 2003, atingindo o nível máximo (S4) de radiação solar. A ejeção de partículas carregadas que se seguiu “encaixou” de forma particularmente eficaz no campo magnético terrestre, amplificando seu efeito. Essa interação energética entre o vento solar e a magnetosfera da Terra é o que gera as luzes coloridas da aurora, normalmente confinadas a altas latitudes.
Auroras são vistas do Reino Unido à China em evento raro de ampla visibilidade
O impacto da tempestade expandiu drasticamente a área de visibilidade das “luzes do norte”. Relatos e registros fotográficos vieram de locais muito distantes dos polos:
- Europa: Além de Portugal (em cidades como Bragança, Vila Real e Grândola), o fenômeno foi visto no Reino Unido, Alemanha e Hungria.
- América do Norte: Houve relatos no Canadá e em partes do sul dos Estados Unidos.
- Ásia: A aurora também pôde ser observada em algumas regiões da China.
No Reino Unido, o serviço meteorológico (Met Office) e o Aurora Watch UK haviam emitido alertas antecipados. Em Portugal, a ocorrência foi considerada extremamente rara, com os céus ganhando tons vibrantes de verde, rosa, vermelho e magenta.
Apesar do espetáculo, tempestade geomagnética severa acende alertas técnicos
Apesar da beleza do fenômeno, tempestades dessa magnitude representam riscos reais para a tecnologia moderna. As partículas carregadas e as perturbações no campo magnético terrestre podem interferir em:
- Satélites: Afetando operações, comunicações e sistemas de GPS.
- Redes de energia: Podendo causar flutuações de voltagem ou, em casos extremos, apagões em larga escala.
- Comunicações de rádio: Principalmente em altas frequências.
Operadores de infraestruturas críticas em todo o mundo monitoraram a situação de perto. A tendência é de enfraquecimento da atividade, mas a instabilidade do vento solar pode gerar novas auroras e perturbações nos próximos dias, mantendo os alertas.







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