Vanguarda e inovação: JPMorgan lança criptomoeda própria em blockchain público

Criada em 2020, a moeda digital deve ampliar seu uso para transferências e pagamentos entre clientes institucionais

Foto: Jorge Franganillo | Wikimedia Commons

Foto: Jorge Franganillo | Wikimedia Commons

O JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, deu um passo significativo no universo das finanças digitais ao expandir sua criptomoeda própria, a JPM Coin, para a rede blockchain pública Base, ligada à Coinbase. Criada em 2020, a moeda digital deve ampliar seu uso para transferências e pagamentos entre clientes institucionais, combinando agilidade, custos reduzidos e operações 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O que é a JPM Coin e como funciona?

A JPM Coin não é uma stablecoin tradicional, mas um token de depósito bancário. Entenda suas características principais:

  • Lastro em depósitos reais: Cada unidade de JPM Coin representa a versão tokenizada de depósitos em dólar mantidos por clientes do JPMorgan.
  • Vantagens operacionais: Transações mais rápidas, taxas menores e capacidade de operar inclusive em transações transfronteiriças.
  • Diferença para stablecoins: Diferente de stablecoins como USDT ou USDC, a JPM Coin não exige a composição de reservas em títulos ou outros ativos. Sua paridade é garantida diretamente pelos depósitos em dólar dos clientes.

Expansão e estratégia do JPMorgan

A expansão para a Base não é um movimento isolado, mas parte de uma estratégia maior, orquestrada pelo JPMorgan. O banco realizou testes ao longo de 2025 em parceria com gigantes como Coinbase, Mastercard e B2C2, criando as bases técnicas e regulatórias para o lançamento. Como resultado direto desses esforços, a Coinbase passará a aceitar a JPM Coin como garantia em operações de seus clientes, integrando ainda mais o ativo ao ecossistema cripto.

Olhando para o futuro, o JPMorgan já planeja estender a JPM Coin para outras redes blockchain além da Base, buscando ampliar o acesso e a interoperabilidade do ativo. Outro sinal claro de ambição é o registro da marca JPME, que indica os preparativos para uma versão atrelada ao euro, assim que as autorizações regulatórias forem concedidas. Com foco inicial em clientes corporativos e institucionais, o banco fortalece seu braço digital, o Kynexis, enquanto observa um movimento similar de outros grandes bancos como Citigroup, Santander e Deutsche Bank, que também exploram ativos digitais próprios em um mercado financeiro em transformação.

Por que isso importa?

A iniciativa do JPMorgan consolida uma tendência crescente entre instituições financeiras tradicionais: a tokenização de ativos reais. Ao usar blockchain para representar depósitos bancários, o banco acelera a modernização de serviços financeiros, reduz custos e amplia a eficiência, sem abrir mão da segurança regulatória.Enquanto criptomoedas descentralizadas e stablecoins disputam espaço, soluções como a JPM Coin mostram que o futuro financeiro pode ser híbrido: com inovação tecnológica liderada por players tradicionais, mas em infraestruturas abertas.

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