Foto: Dilok Klaisataporn/iStock
A expectativa dos brasileiros sobre o rumo da economia melhorou nos últimos três meses e meio. É o que mostra a pesquisa Datafolha divulgada na noite desta segunda-feira (22), realizada nos dias 17 e 18 de junho com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios.
O levantamento indica que 36% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar nos próximos meses, um avanço em relação aos 30% registrados na pesquisa anterior, feita no início de março. Ao mesmo tempo, a parcela que prevê piora caiu de 35% para 26%, uma redução de nove pontos percentuais.
Outros 32% avaliam que o cenário permanecerá estável (ante 33% em março), enquanto 6% disseram não saber responder (ante 3%).
Quem é mais otimista
O otimismo é mais frequente entre pessoas com menor nível de escolaridade (40%), com renda familiar de até dois salários mínimos (41%) e entre os que pretendem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse grupo, 52% acreditam em melhora da economia.
Por outro lado, o pessimismo é mais elevado entre pessoas com maior escolaridade (32%), renda familiar superior a cinco salários mínimos (35%) e entre os que afirmam pretender votar em Flávio Bolsonaro para presidente, grupo em que 45% esperam piora.
O que explica a melhora
Para analistas ouvidos pela imprensa, o resultado está relacionado à ampliação de estímulos à economia em ano eleitoral, ao programa de renegociação de dívidas Desenrola, lançado em maio, e à proximidade da Copa do Mundo.
Houve um conjunto de ações que ajudaram a mudar a percepção negativa do início do ano, que foi marcado apenas por notícias sobre a guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços. A tentativa de acordo entre Irã e Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz também contribui para um otimismo um pouco maior agora.
Percepção sobre o presente segue negativa
Apesar da melhora nas expectativas futuras, a avaliação sobre a situação atual permanece negativa. Segundo a pesquisa, 45% afirmaram que a economia brasileira piorou nos últimos meses, percentual semelhante aos 46% registrados em março, dentro da margem de erro.
Outros 22% disseram que a economia melhorou (ante 24%), enquanto 32% avaliaram que permaneceu igual (ante 28%). Na avaliação da situação financeira pessoal, 31% disseram que ela piorou, ante 33% em março, e 29% afirmaram que melhorou.
O cenário é volátil, segundo analistas. Quando a percepção melhora, o consumo tende a se aquecer, o que alimenta um ciclo de otimismo. O humor do consumidor, porém, não é estável e responde rapidamente a mudanças no cenário econômico.






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