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O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propôs nesta terça-feira (2) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre a importação de mercadorias brasileiras, abrindo uma nova frente comercial contra o Brasil menos de um mês após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.
A recomendação é o desfecho de uma investigação conduzida ao longo do último ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento já utilizado por Washington em disputas com a China. A decisão final sobre a aplicação da tarifa cabe ao presidente Donald Trump.
O que está em jogo
O USTR afirma que as práticas comerciais do Brasil são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano. O documento concentra as críticas em oito áreas, incluindo o Pix, tarifas preferenciais para México e Índia, políticas de combate ao desmatamento e o Judiciário brasileiro.
Ficariam de fora da sobretaxa produtos como carne bovina, café, terras raras, aeronaves e peças, fertilizantes, produtos farmacêuticos e petróleo. Do lado brasileiro, o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, afirmou que o tarifaço atingiria 21% das exportações brasileiras para os EUA. Os setores mais prejudicados seriam máquinas e equipamentos, plásticos, calçados, madeira e peixes.
Próximos passos e reação do governo
A proposta ainda não está em vigor. O USTR abriu prazo para consulta pública, com audiência marcada para 6 de julho. A decisão final e as medidas corretivas devem sair até 15 de julho.
O governo brasileiro adota tom de cautela, mas mantém posição firme em temas considerados soberanos. O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que “o presidente Lula age com muita coerência e não vai permitir jamais que qualquer tema caro à soberania nacional, como é o Pix, fique na mesa de negociação”.






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