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O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central trouxe a 11ª alta consecutiva nas projeções para a inflação de 2026. A mediana das expectativas para o IPCA subiu de 4,92% para 5,04% .
A marca de 5% foi ultrapassada pela primeira vez no ano. A meta de inflação é de 3,00% ao ano, com teto de 4,50%. Com a nova projeção, o mercado vê a inflação superando o limite superior pela quarta semana seguida.
Para 2027, a projeção também subiu marginalmente, de 4,00% para 4,01%. Já as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,65% e 3,50%, respectivamente.
O que dizem os economistas
A guerra no Oriente Médio segue como o principal vetor de pressão sobre os preços. O petróleo opera acima de US$ 110 por barril, mantendo a pressão sobre combustíveis e se espalhando por toda a cadeia produtiva.
A combinação entre petróleo pressionado, incerteza cambial e deterioração das expectativas reacende um velho dilema da política monetária brasileira: combater a inflação sem sufocar ainda mais uma economia que já cresce em ritmo moderado.
A revisão para cima da Selic esperada em 2026 sinaliza que os agentes financeiros passaram a considerar um período mais prolongado de juros restritivos.
As projeções do Focus
Inflação:
- IPCA 2026: subiu de 4,92% para 5,04% (11ª alta consecutiva)
- IPCA 2027: subiu de 4,00% para 4,01%
- IPCA 2028: manteve-se em 3,65%
- IPCA 2029: manteve-se em 3,50%
- IPCA 12 meses suavizado: subiu de 3,95% para 4,07%
Juros:
- Selic 2026: subiu pela primeira vez no ano, de 13,00% para 13,25%
- Selic 2027: manteve-se em 11,25%
- Selic 2028: manteve-se em 10,00%
- Selic 2029: manteve-se em 10,00%
Atividade econômica:
Câmbio:
Outros indicadores:
O que esperar
O Focus de hoje confirma que o mercado não vê alívio nos preços tão cedo. A 11ª alta consecutiva (na maior sequência desde o início da guerra) mostra que os efeitos do choque do petróleo seguem se espalhando pela economia.
Com a Selic projetada em 13,25% para o fim do ano, a janela para novos cortes de juros se estreitou. O mercado ainda espera um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de junho do Copom, que levaria a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Mas o ritmo de cortes deve ser mais lento do que o projetado há um mês.
A percepção do mercado é que a inflação deve permanecer pressionada por mais tempo, mesmo após os cortes recentes na taxa básica de juros.






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