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O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central trouxe a 14ª alta consecutiva nas projeções para a inflação de 2026. A mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,11% para 5,30%.
A meta de inflação é de 3,00% ao ano, com teto de 4,50%. Com a nova projeção, o mercado vê a inflação superando o limite superior em 0,80 ponto percentual. Esta é a maior distância desde o início da série de altas, que começou em março com o agravamento da guerra no Oriente Médio.
As novas projeções do Focus
- IPCA 2026: subiu de 5,11% para 5,30% (14ª alta consecutiva)
- IPCA 2027: subiu de 4,03% para 4,10%
- IPCA 2028: subiu de 3,65% para 3,68%
- IPCA 2029: permaneceu em 3,50%
- Selic 2026: subiu pela segunda semana consecutiva, de 13,50% para 13,75% ao ano
- Selic 2027: subiu de 11,50% para 12,00%
- Selic 2028: subiu de 10,00% para 10,25%
- Selic 2029: permaneceu em 10,00%
- Dólar 2026: subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20
- Dólar 2027: subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25
- Dólar 2028: mantido em R$ 5,30
- Dólar 2029: subiu de R$ 5,35 para R$ 5,40
A guerra que não acaba
A 14ª alta consecutiva nas projeções inflacionárias reflete a persistência dos choques de preços decorrentes da guerra no Oriente Médio. Apesar do anúncio de acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no último domingo (14), com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz na sexta-feira (19), o mercado ainda não vê alívio imediato nos preços.
A própria trajetória prevista pelo mercado segue acima da esperada pelo Banco Central. O Copom, que se reúne nesta semana (16 e 17 de junho), prevê alta de 4,6% para o IPCA em 2026 e 3,5% em 2027.
Selic em 13,75%: o que esperar do amanhã
O mercado elevou pela segunda semana consecutiva a projeção para a Selic no fim de 2026, agora em 13,75% ao ano. A taxa básica de juros atualmente está em 14,50% ao ano, após dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual promovidos pelo Copom em março e abril.
Isso significa que o mercado espera uma queda de apenas 0,75 ponto percentual na Selic até o fim do ano (o equivalente a três cortes de 0,25 ponto), bem menos do que os 1,50 ponto esperados há um mês. Para 2027, a Selic projetada subiu de 11,50% para 12,00%, indicando que os juros devem permanecer em patamar elevado por mais tempo.
O Focus de hoje confirma que o mercado não vê alívio nos preços tão cedo. A 14ª alta consecutiva mostra que os efeitos do choque do petróleo seguem se espalhando pela economia, e o mercado já trabalha com um cenário de juros elevados por mais tempo.






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