Foto: EBC/Agência Brasil Oficial
O governo federal está preparando uma nova versão do plano Brasil Soberano para socorrer setores da economia brasileira que continuam sendo afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Diferentemente do tarifaço derrubado pela Suprema Corte americana na semana passada, as tarifas da chamada Seção 232 seguem em vigor e atingem produtos como aço e alumínio (com alíquota extra de 50%) e autopeças (25%). Juntos, esses setores representam 29% das exportações brasileiras para os EUA.
Como vai funcionar
A ideia é relançar o programa nos mesmos moldes do Brasil Soberano original, criado em 2025 para socorrer exportadores afetados pelo tarifaço. A diferença é que, agora, o foco serão os setores “penalizados de forma mais longeva” pelas tarifas da Seção 232.
Mercadante explicou que o novo plano usará recursos que já estão disponíveis no BNDES, sem necessidade de recorrer ao Tesouro. No programa anterior, o banco ofereceu uma linha de crédito extraordinário de R$ 30 bilhões, mas apenas R$ 17 bilhões foram utilizados. É justamente esse saldo que deverá ser direcionado ao Brasil Soberano 2.0. “Os recursos já existem, agora tem que ser modelado. A Fazenda está estudando e diz que já desenhou a iniciativa. Nós estamos aguardando agora para o presidente Lula definir a estratégia”, afirmou Mercadante.
O contexto
A decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou o tarifaço de Donald Trump na sexta-feira (20) não alcançou as tarifas da Seção 232, que seguem em vigor. Com isso, setores como siderurgia e autopeças continuam convivendo com sobretaxas que impactam diretamente sua competitividade no mercado americano.
O governo avalia que esses setores precisarão de apoio por mais tempo, já que as negociações para eliminar as barreiras dependem de acordos bilaterais e não têm prazo definido. O encontro marcado entre Lula e Trump para março em Washington pode ser decisivo para avançar nessa agenda.






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