O Diabo Veste Prada 2 estreia com US$ 233 milhões e já é fenômeno de bilheteria

Sequência da Disney superou com folga o desempenho do original de 2006, levou 2,2 milhões de espectadores aos cinemas no Brasil e arrecadou R$ 55 milhões por aqui

Foto: Divulgação/20th Century Studios

Foto: Divulgação/20th Century Studios

A espera de vinte anos valeu a pena. “O Diabo Veste Prada 2”, sequência do clássico estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway, teve uma estreia avassaladora nas bilheterias mundiais. Em seu primeiro fim de semana, o longa arrecadou US$ 233,6 milhões globalmente, sendo US$ 77 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 156,6 milhões no mercado internacional.

O desempenho ficou bem acima das estimativas iniciais, que giravam em torno dos US$180 milhões. Com um orçamento de produção estimado em US$ 100 milhões (excluindo marketing), a sequência já se pagou em poucos dias.

O fenômeno no Brasil

No Brasil, o filme também foi um sucesso incontestável. Entre 30 de abril e 2 de maio, “O Diabo Veste Prada 2” levou 2,2 milhões de espectadores às salas de cinema e arrecadou mais de R$ 55 milhões segundo dados da Comscore. O resultado garantiu à sequência a melhor estreia do ano no país até agora, desbancando “Michael”, a cinebiografia do Rei do Pop, que liderava desde seu lançamento.

O fenômeno não fica restrito às telonas. A expectativa em torno do lançamento impulsionou o streaming do filme original, de 2006, que teve um aumento de visualizações de mais de 428% de março para abril, segundo a Nielsen.

Recordes e comparações

Os números colocam a sequência em um patamar muito superior ao do primeiro filme:

  • Comparação com o original (2006): O primeiro “O Diabo Veste Prada” abriu com US$ 27,5 milhões nos EUA. A sequência quase triplicou esse valor, faturando US$ 77 milhões.
  • Recorde na carreira de Meryl Streep: Esta é a maior abertura doméstica da carreira da atriz, superando “Mamma Mia!” (2008) e outras produções.
  • Aprovação do público: A sequência recebeu nota A- no CinemaScore (pesquisa de aprovação do público nos EUA), superior ao B dado ao original.

Público feminino e saudosista

O público foi majoritariamente feminino, representando 76% da audiência nos EUA, de acordo com a Disney. A demografia de 25 a 54 anos respondeu por 62% do público australiano, indicando forte apelo tanto entre os fãs saudosistas do filme original quanto entre novos espectadores.

O fenômeno não é isolado. O lançamento reforça a potência das continuações nostálgicas no cinema, seguindo a trilha de sucessos como “Top Gun: Maverick” (2022) e a própria “Barbie” (2023). A recepção positiva indica que o público segue ávido por produções que resgatam franquias queridas com roteiros que dialogam com o presente.

Os números indicam que a sequência deve terminar sua trajetória nos cinemas superando os 326,5 milhões de dólares acumulados pelo original globalmente. Por enquanto, as grandes vencedoras são as bilheterias e os fãs, que esperaram duas décadas para reencontrar Miranda Priestly e sua turma.

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