Foto: Rmcarvalho/iStock
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça (28) e quarta-feira (29) para definir a nova taxa básica de juros. A expectativa do mercado, quase unânime, é de um corte de 0,25 ponto percentual, que levaria a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano.
A decisão ocorre em um cenário bem diferente do observado há um mês. O petróleo Brent voltou a operar acima de US$ 100 o barril, a inflação subiu nas projeções do mercado pelo sétimo mês consecutivo, e as incertezas geopolíticas seguem no radar.
O que o mercado espera
O corte de 0,25 ponto é considerado certo por analistas de Citi, Santander, BTG Pactual e Sofisa. A pesquisa Focus divulgada nesta segunda (27) mostrou que a mediana das expectativas para a Selic ao fim de 2026 subiu de 12,50% para 13%, refletindo a percepção de que há menos espaço para cortar juros do que se imaginava antes do choque do petróleo.
Para o fim de 2027, o mercado projeta a Selic em 11% ao ano.
As projeções do Focus para 2026:
- IPCA: 4,86% (sétima alta consecutiva)
- Selic (fim do ano): 13,00%
- PIB: 1,85%
- Dólar (fim do período): R$ 5,25
O cenário de pressão
A decisão do Copom chega em meio a uma deterioração relevante das expectativas inflacionárias. O IPCA de março acelerou para 0,88%, com a taxa anual chegando a 4,14%. A guerra no Oriente Médio e o consequente impacto nos preços do petróleo são os principais vetores de pressão.
Mais do que a decisão em si, o mercado estará atento à comunicação do Banco Central. O debate entre os analistas não é mais se vai cortar, e sim se o Copom vai sinalizar algum guidance sobre junho ou se vai deixar a “porta aberta” dependendo da evolução do cenário externo.
O cenário internacional
Também nesta semana, o Federal Reserve (Fed) decide os juros nos Estados Unidos. A expectativa é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, com os investidores atentos à sinalização sobre os próximos passos da política monetária americana.
A reunião deve ser a última comandada por Jerome Powell como presidente do Fed, cujo mandato termina em meados de maio.






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