Confiança do consumidor avança pelo 2º mês seguido e atinge maior nível desde dezembro

Índice da FGV subiu para 89,1 pontos em abril, puxado por famílias de menor renda; inflação mais baixa e mercado de trabalho robusto explicam otimismo

Foto: Vergani Fotografia/iStock

A confiança do consumidor brasileiro avançou em abril pelo segundo mês consecutivo e atingiu o maior nível desde dezembro de 2025, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados nesta sexta-feira (24).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) teve alta de 1 ponto no mês, chegando a 89,1 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos.

Melhora no presente e nas expectativas

A alta foi influenciada por melhoras em ambos os horizontes temporais da pesquisa, mas com maior peso nas avaliações sobre o momento presente:

  • Índice de Situação Atual (ISA): avançou 2,1 pontos, para 85,3 pontos
  • Índice de Expectativas (IE): subiu 0,2 ponto, para 92,3 pontos

O destaque ficou para o indicador de situação financeira atual da família, que subiu 3,9 pontos, para 76,0 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2020, antes da pandemia. Já o indicador de situação financeira futura da família avançou 0,9 ponto, para 90,3 pontos, também no maior patamar desde dezembro do ano passado.

Famílias de menor renda puxam otimismo

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, a melhora foi puxada principalmente pelos consumidores da faixa de renda mais baixa, que recebem até R$ 2.100 por mês.

“A inflação mais baixa e um mercado de trabalho robusto têm sido fatores primordiais para uma avaliação menos pessimista dos consumidores”, afirmou a economista. Ela acrescentou que a isenção do imposto de renda para quem ganha até dois salários mínimos pode ter representado um “alívio pontual” para as famílias de menor renda.

O contraponto

Apesar do otimismo generalizado, um indicador foi na contramão: o de compras previstas de bens duráveis recuou 0,3 ponto, para 82,5 pontos. O dado sugere que, embora as famílias estejam mais confiantes sobre sua situação financeira atual e futura, ainda há cautela na hora de se comprometer com compras de maior valor, como eletrodomésticos, automóveis e imóveis.

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